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CARTOLA: UM FRAGMENTÁRIO MEMORIAL ALEGÓRICO

“O jeito de Cartola botar em lirismo a sua vida, os seus amores, o seu sentimento do mundo, esse moinho, e da poesia, essa iluminação”.
Se palavras tão precisas  do poeta maior Carlos Drummond de Andrade serviram como um sensível e justo epitáfio para  o grande artista popular, pouco após sua partida(novembro de 1980), o mesmo não se aplica ao falível retrato, em tempo de teatro musical,  Cartola, O Mundo É Um Moinho, de Artur Xexéo, de 2016.
Claramente inspirado e identificado com a  estrutura dramatúrgica da primeira versão para os palcos da vida do menestrel mangueirense – Obrigado Cartola, de Sandra Louzada - aqui nada mais houve que replicar o fio condutor de 2004, com suas qualidades e possíveis falhas.
Onde o desdobramento da narrativa biográfica se estabelece em dois planos paralelos – a realidade, com sua trama rigorosamente cronológica, e  a  alegoria  na transmutação de fatos da vida e  obra do cantor/compositor, via um enredo de imaginária escola de samba.
E é exatamente no d…

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