O MARIDO DO DANIEL : OU ATÉ ONDE LUTAR POR QUEM AMAMOS

FOTOS/CRISTINA GRANATO

Já a partir do título da mais recente peça de um conhecido dramaturgo americano do circuito off-Broadway – Michael McKeever mas, até então, inédito entre nós, paira o questionamento de que O Marido do Daniel seria mais uma destas previsíveis incursões no universo gay.

Tudo levando a crer que seríamos fisgados por outro destes espetáculos carregados de obviedades e com superficial aprofundamento na problemática LGBT e seus desafios diante da pétrea resistência de uma sociedade conservadora.

No seu inicial descortino de uma espécie de comédia arco-íris sintonizada na contemporaneidade pós hecatombe da AIDS e na perspectiva de tempos de conquistas legislativas pelo reconhecimento cidadão das diversidades nas identificações sexuais e no direcionamento ao casamento  entre iguais.

Onde somos apresentados a um típico casal gay de meia idade, o arquiteto Daniel (Ciro Sales) e o escritor Murilo (Bruno Cabrerizo) recebendo para um jantar, em seu sofisticado apartamento de uma classe média em ascensão, Barthô (Alexandre Lino), agente literário deste último, acompanhando de mais um de seus amantes jovens - Fred (José Pedro Peter), um assistente de saúde.

Numa concepção cenográfica de simplificação minimalista (Clívia Cohen) com um sofá central que vai se decompondo dentro da moldura vazia de um quadro, com luzes apenas vazadas (Felício Mafra) e uma indumentária (Humberto Correia) dia-a-dia para os personagens masculinos e mais formal nos trajes da atriz Dedina Bernardelli.

Entre drinques e entradas preparadas por Daniel, desfilam ligeiras conversações de amenidades cotidianas e de gostos pessoais a opiniões sobre arte até que, inquirido sobre uma relação ainda não registrada em juízo apesar de sete anos juntos, Murilo defende sua posição obstinada contra esta oficialização de teor jurídico do casamento entre iguais.

Que ele, ao contrario de Daniel, considera inócua, obsoleta, antiquada, numa formalização mais ligada às questões de futura segurança financeira e presencial esclarecimento sócio/familiar, prevalecendo sempre sobre o prazer libertário do autentico relacionamento afetivo entre dois iguais.

A partir daí torna-se perceptível uma mudança na progressão da narrativa dramática ocupando, aos poucos,  o lugar do descompromisso lúdico, no entremeio de lances bem humorados e dos trejeitos ironicamente risíveis assumidos, convictamente, em caráter especial por parte de Barthô (Alexandre Lino).

Onde ele quase domina sozinho a cena com envolvência ímpar, numa espontaneidade gestual e numa proposital verbalização afetada que, longe do mero clichê, conquista imediatamente a cumplicidade do público. Completada nas episódicas intervenções de seu namorado Fred (José Pedro Peter), menos favorecido pelas limitações de seu próprio  papel.

Mas a qualidade da representação em compasso de unicidade, se estende ao sotaque verista conferido ao personagem declaradamente romantizado de Daniel (Ciro Sales), com sua crença ferrenha de que apenas o cartório pode solidificar e garantir o convívio domiciliar "in aeternum" e a intimista trajetória com Murilo, nesta parceria de vida e de cama.

E, também, ao confronto pelo auto descrédito no próprio potencial de ficcionista que Murilo, numa incisiva performance de Bruno Cabrerizo, por vezes, compara ao mais digestível, como uma subliteratura de substrato LGBT. “Chiclete literário", classificação desprezível não compartilhada por Fred um confesso leitor de seus escritos virtuais e impressos.

Com a entrada do único personagem feminino, a mãe de Daniel, em energizada entrega de Dedina Bernardelli a um papel de incomoda arrogância e provocadora pulsão, a sequencial mudança psicológica na trama vai, aos poucos, com surpreendentes revelações,  adquirindo uma inesperada e patética inflexão de trágicas nuances.

Que o seguro comando diretorial de Gilberto Gawronski sabe imprimir, com sensorial dinâmica e sutil inventividade, na difícil passagem modal entre o cômico e o trágico. Do micro contexto gay para o alcance de uma macro visão da transcendência dos relacionamentos amorosos, em seus embates contra todas as formas de intolerância, de preconceito e de exclusão.

                                           Wagner Corrêa de Araújo


O MARIDO DO DANIEL está em cartaz no Teatro Petra Gold/Leblon, quartas e quintas às 20h. 100 minutos.  Até 20 de fevereiro.

8ª EDIÇÃO DO PRÊMIO BOTEQUIM CULTURAL : OS VENCEDORES

FOTO/RENATO MELLO

Em mais uma concorrida noite prestigiada pelo público e pela classe teatral aconteceu, no Teatro Sesi/Firjan, a festa comemorativa da entrega do disputado troféu em bronze (obra do artista Edgar Duvivier), inspirado na figura de D.Quixote sob o signo do idealismo e do sonho, às 27 categorias do Prêmio Botequim Cultural referentes ao ano de 2019. 

Com uma energizada apresentação da dupla de atores Carol Garcia e Márcio Nascimento e a participação, na entrega dos troféus, de diversos representantes da classe teatral.

E, desta vez, inaugurando a primeira láurea à sua mais nova categoria – Direção de Movimento/Coreografia – estreando um gênero nas premiações teatrais e atendendo, assim, à justa reivindicação dos profissionais desta área.

Foram anunciadas outras inovações para a edição 2020, como o prêmio Destaque Técnico para Espetáculo Infantojuvenil, e a extensão à comissão julgadora de poder conferir Prêmios de Melhor Espetáculo Drama/Comédia, Melhor Espetáculo Musical e Melhor Espetáculo Infantojuvenil, paralelamente à escolha destas premiações pelo voto popular.

Com a entrada da atriz e diretora Júlia Stockler, o júri passa a ter a seguinte composição – Júlia Stockler, Sergio Fonta, Wagner Corrêa de Araújo, Zé Helou, além de Renato Mello, presidente e idealizador do Prêmio Botequim Cultural.

DRAMA/COMÉDIA

Melhor Espetáculo
– As Crianças

Melhor Direção
– Rodrigo Portella(As Crianças)

Autor (Original/Adaptado)
– Leonardo Netto (3 Maneiras de Tocar no Assunto)

Melhor Ator
- Kiko Mascarenhas (Todas as Coisas Maravilhosas)

Melhor Atriz
– Analu Prestes (As Crianças)

TEATRO MUSICAL

Melhor Espetáculo
– A Cor Púrpura, o Musical

Melhor Diretor
– Tadeu Aguiar (A Cor Púrpura, O Musical)

Melhor Autor (Original/Adaptado)
– Artur Xexéo (A Cor Púrpura, o Musical)

Melhor Ator
– Patrick Amstalden (Ao Som de Raul Seixas: Merlin e Arthur – um Sonho de Liberdade)

Melhor Atriz
– Letícia Soares (A Cor Púrpura, o Musical)

TEATRO INFANTOJUVENIL

Melhor Espetáculo
– O Príncipe Poeira e a Flor do Coração

Melhor Direção
– Débora Lamm (Suelen Nara Ian)

Melhor Autor (Original/Adaptado)
– Saulo Sisnando (O Príncipe Poeira e a Flor do Coração)

Melhor Ator
– Fabrício Polido (O Príncipe Poeira e a Flor do Coração)

Melhor Atriz
– Letícia Medella (Vamos Comprar um Poeta)

ATOR/ATRIZ EM PAPEL COADJUVANTE
(sem distinção de segmento)

Melhor Ator em Papel Coadjuvante
– Alan Rocha (A Cor Púrpura, o Musical)

Melhor Atriz em Papel Coadjuvante
– Flávia Santana (A Cor Púrpura, o Musical)

CATEGORIAS TÉCNICAS
(sem distinção de segmento)

Melhor Direção Musical
– Tony Luchessi (A Cor Púrpura, o Musical)

Melhor Cenografia
– Natália Lana (A Cor Púrpura o Musical)

Melhor Figurino
– Dani Vidal e Ney Madeira (A Cor Púrpura, o Musical)

Melhor Iluminação
– Rogério Wiltgen (A Cor Púrpura, o Musical)

Melhor Direção de Movimento/Coreografia
– Sueli Guerra (A Cor Púrpura, o Musical)

PRÊMIO ESPECIAL

(artista, criador ou manifestação relevante ao cenário teatral carioca)
Rodrigo França, referência ao trabalho de qualidade e militância pela valorização da negritude, com destaque para “Oboró – Masculinidades Negras” e todo seu elenco.

A COR PÚRPURA - O MUSICAL : O GRANDE CAMPEÃO DA NOITE DOS PRÊMIOS  BOTEQUIM CULTURAL 2019.


LAZARUS : VIAGEM LISÉRGICO/MUSICAL AOS ESPAÇOS SIDERAIS DA MENTE

FOTOS/ ARIELA BUENO/FLAVIA CANAVARRO

Inspirado ou, melhor, em processo sequencial ao roteiro do filme, de 1976 por Nicolas Roeg, O Homem que Caiu na Terra, protagonizado por Davi Bowie, Lazarus é uma criação conjunta do roqueiro britanico e do dramaturgo irlandês Enda Walsh. No formato de um inusitado musical estreado em dezembro de 2015, um mês antes da morte de Bowie.

Sua transubstância dramática funciona num status quase inverso ao da versão cinematográfica, ao fazer seu protagonista - um alienígena humanóide - sair da dimensão espacial planetária, de Marte para um flat do East Village nova-iorquino. Em pulsão solitária e reclusa, cercado por lembranças do passado, entre doses seguidas de álcool e cigarros, no compasso alucinatório de uma trajetória existencial, em clima no sense, sob sombria perspectiva terminal.

Enquanto sonha com amores perdidos e recebe visitantes enigmáticos, desde personagens femininos, terráqueos ou galácticos, transfixiantes anjos e demônios, representados num convívio sinistro até de um sugestionado serial killer portando punhais com as mãos manchadas de sangue.

Onde uma visionária e luminosa concepção cenográfica faz funcional e fantasioso uso de reflexos especulares, em plataformas de declive móvel (Daniela Thomas e Felipe Tessara), sob psicodélicos efeitos luminares e projecionais (Beto Bruel / Henrique Martins). 

Incluída a indumentária (Veronica Julian e Diogo Costa) mixando coloquialismo com traços futuristas, ampliados no visagismo de Mima Mizukami, dando eco a uma inventiva e integralizada sofisticação visual, com o habitual avanço estético direcionado por Felipe Hirsch.

E completada no potencializado score musical e arranjos de Maria Beraldo e Mariá Portugal para 17 composições, entre hits e alguns inéditos de Bowie, como Lazarus, titulando o musical. Interpretado, aqui, por artesanal ensemble de doze atores e cinco instrumentistas, manipulando sopros, cordas, sintetizadores e percussão.

Enfim, uma parafernália de recursos cinético-sonoros capaz de impressionar, por suas soluções oníricas e resultados auditivos, o mais acomodado dos espectadores. Mas, ao mesmo tempo, fragilizada nas suas intermissões textuais com uma radicalizada e insistente incursão, na linhagem trip alter ego, da mente alucinógena e espectral do personagem Tomas Jerome Newton (Jesuíta Barbosa).

Este com um referencial físico de aporte memorial do próprio Bowie e uma reveladora qualificação performático-vocal de um ator com já carismático nome no cinema e na televisão e, praticamente, estreando bravamente nos palcos musicais. Não muito distante da convicta envolvência de Bruna Guerin e, também, sem deixar de ressaltar a representação de Carla Salle, Gabriel Stauffer e Rafael Sosso (especial como o estranho serial killer) na unicidade de um elenco de doze intérpretes.

Mas que, por acaso, leva a platéia brasileira ao mesmo estado catatônico e anti-emocional experimentado nas temporadas americanas e londrina, repercutido em significativa parte da crítica, por seus instantâneos intermédios cênicos de confusa simbologia, reiterativa e entorpecedora, entre o tonitruante e salvador brilho das canções.

Mesmo assim, sem inviabilizar de vez a sua proposta de teatro musical, na sua mais valia como um espetáculo de prevalência do transe sensorial com imersão lisérgica, conectando o imaginário conceitual das letras projetadas em 3D com incisivas sonoridades pop/rock.

Através de registros icônicos como Absolute Begginners, Life on Mars, Valentine’s Day, Changes, Heroes, entre outros, numa espécie de catártica instalação plástico/teatral dimensionada em descolado musical jukebox. Pleno de Sound and Vision (remetendo ao título de uma destas composições), incomodo por sua iconoclasta narrativa dramatúrgica, mas necessário por seu visceral descortino da desesperança humana.

                                          Wagner Corrêa de Araújo


LAZARUS está em cartaz no Teatro Multiplan/Village Mall/Barra da Tijuca, de quinta a sábado, às 21h; domingo, às 19h30m. 120 minutos. Até 16 de março.

PRÊMIO BRASIL MUSICAL: OS INDICADOS DA SEGUNDA EDIÇÃO – 2019

A COR PÚRPURA - O MUSICAL 

O PREMIO BRASIL MUSICAL, idealizado por Thomaz Brasil, com uma premiação de abrangência nacional, chega agora à sua Segunda Edição. As classificações, fugindo da exclusividade do circuito Rio-São Paulo, vem alcançando, em proposta inédita, as criações de outras regiões. São 27 categorias, com destaque nesta 2ª edição, dos musicais “A Cor Púrpura”, com 14 indicações, “Ao Som de Raul Seixas, Merlin e Arthur, um Sonho de Liberdade”, com 12, e empatados  com 9 indicações, “O Som e a Sílaba” e “Lembro Todo Dia de Você”.

O Júri, com participação por regiões, tem a seguinte formação:

Belém, PA : Guál Dídimo (Diretor e Produtor), Tiago de Pinho (Ator e Produtor). Belo Horizonte, MG : Beto Sorolli (Revolução Vocal), Fernando Bustamante (Ator e Produtor). Curitiba, PR: Ricardo Bührer (Produtor e Versionista), Giovana Póvoas (Atriz e Dançarina), Débora Bergamo (Diretora). Florianópolis, SC : Marco Audino (Diretor e Professor de Teatro). Fortaleza, CE : André Gress (Diretor e Produtor), Daniel Marinho (DM Versões), Juliana Saraiva (Diretora e Produtora). Macapá, AP: Cayton Farias (Ator e Produtor). Manaus, AM: Matheus Sabbá (Ator e Diretor). Natal, RN: Danielle Galvão (Atriz e Produtora), Eduardo Zayit (Ator e Produtor). Porto Alegre, RS: Cíntia Ferrer (Atriz e Produtora), Cynthia Geyer (Musicista e Produtora). Recife, PE : Gabriel Lopes (Ator e Produtor). Rio de Janeiro, RJ: Alex Silva (Musical.Rio), Cláudio Martins (A Broadway É Aqui!), Gilberto Bartholo (O Teatro me Representa), Leandro Terra (Ator e Produtor), Leonardo Torres (Teatro em Cena), Marcelo Aouila (Aouila no Teatro), Paulo Fernando Góes (Incitarte), Thomaz Brasil (Broadway_Brasil), Wagner Correa de Araujo (Escrituras Cênicas). São Paulo, SP: Ali Hassan Ayache (Ópera & Ballet), Édipo Regis (A Broadway É Aqui!), Filipe Vicente (Setor VIP), Ligia Paula Machado (Atriz e Produtora), Rafael Oliveira (Musical em Bom Português).


Melhor Musical

A Cor Púrpura
Escola do Rock
Lembro Todo Dia de Você
Merlin e Arthur
O Som e a Sílaba

Musical Carioca

A Cor Púrpura
Merlin e Arthur
Meu Destino É Ser Star
Monstros
Nelson Gonçalves

Musical Paulista

Billy Elliot
Cangaceiras
Chaves
Escola do Rock
Sunset Boulevard

Musical Original

Eros
Lembro Todo Dia de Você
Merlin e Arthur
Nelson Gonçalves
O Som e a Sílaba

Musical Adaptado

As Comadres
Company
A Cor Púrpura
Despertar da Primavera
Monstros

Musical Infantil

Aladdin
Ombela
Peter Pan
Raulzito Beleza
Vamos Comprar Um Poeta

Sucesso de Público

70 Doc Musical
Beatles Num Céu de Diamantes
Cazuza
Elza
Emilinha
O Frenético Dancin’ Days

Musical em Tour

Bibi, Uma Vida Em Musical
Elza
O Frenético Dancin’ Days
Gota D’Água (a seco]
Meu Destino É Ser Star
O Som e a Sílaba

Ator

Claudio Lins (Monstros)
Davi Tápias (Lembro Todo Dia de Você)
Guilherme Logullo (Nelson Gonçalves)
Mateus Ribeiro (Peter Pan)
Roderick Himeros (Roda Viva)

Atriz

Alessandra Maestrini (O Som e a Sílaba)
Flavia Santana (As Comadres)
Jullie (Nelson Gonçalves)
Letícia Soares (A Cor Púrpura)
Soraya Ravenle (Monstros)

Ator Coadjuvante

Alan Rocha (A Cor Púrpura)
Gui Calzavara (Roda Viva)
Mateus Ribeiro (Meu Destino É Ser Star)
Patrick Amstalden (Merlin e Arthur)
Saulo Segreto (Merlin e Arthur)

Atriz Coadjuvante

Bel Lima (Cole Porter)
Helga Nemetick (Company)
Kacau Gomes (Merlin e Arthur)
Lilian Valeska (A Cor Púrpura)
Stella Maria Rodrigues (Company)

Ator / Atriz Revelação

Arthur Berges (Escola do Rock)
Jéssica Ellen (Meu Destino É Ser Star)
Jesuita Barbosa (Lazarus)
Luiza Loroza (Reza)
Moira Osório (Elis, a Musical)
Thabata Almeida (Despertar da Primavera)

Alternate /Cover

Andrezza Massei (Sunset Boulevard)
Carol Botelho (Meu Destino É Ser Star)
Jana Amorim (Escola do Rock)
Marcela Bártholo (Brilha La Luna)
Murilo Armacollo (Heathers)

Ensemble

As Comadres
Company
A Cor Púrpura
Lembro Todo Dia de Você
Meu Destino É Ser Star
Peter Pan

Direção

Guilherme Leme Garcia (Merlin e Arthur)
Tadeu Aguiar (A Cor Púrpura)
Tania Nardini (Nelson Gonçalves)
Zé Celso (Roda Viva)
Zé Henrique de Paula (Lembro Todo Dia de Você)

Direção Musical

Azullllllll (Monstros)
Fabio Cardia e Jules Vandystadt (Merlin e Arthur)
Fernanda Maia (Lembro Todo Dia de Você)
Tony Lucchesi (A Cor Púrpura)
Wladimir Pinheiro (As Comadres)

Texto Original

Allan da Rosa e Carmen Luz (Reza)
Fernanda Maia (Lembro Todo Dia de Você)
Márcia Zanelatto (Merlin e Arthur)
Miguel Falabella (O Som e a Sílaba)
Tiago Rocha (Cartas Para Gonzaguinha)

Trilha Original

Andre Muato (Reza)
Carlos Bauzys e Igor Miranda (Aladdin)
Jay Vaquer (Aconteceu de Acontecer Assim)
Rafa Miranda e Fernanda Maia (Lembro Todo Dia de Você)
Rebecca Noguchi, Bernardo Rangel e Tânia Noguchi (Eros)

Versão Brasileira

Artur Xexéo (A Cor Púrpura)
Bianca Tadini e Luciano Andrey (Peter Pan)
Victor Garcia Peralta e Claudio Lins (Monstros)
Wladimir Pinheiro e Sonia Dumont (As Comadres)

Cenografia

Chris Aizner e Nilton Aizner (Peter Pan)
Mina Quental (As Comadres)
Natália Lana (A Cor Púrpura)
Rogério Falcão (Despertar da Primavera)
Zezinho Santos e Turíbio Santos (O Som e a Sílaba)

Coreografia

Alonso Barros (Peter Pan)
Sueli Guerra (A Cor Púrpura)
Tania Nardini (Nelson Gonçalves)
Toni Rodrigues (Merlin e Arthur)
Victor Maia (Meu Destino É Ser Star)

Figurino

Fause Haten (Nelson Gonçalves)
João Pimenta (Merlin e Arthur)
Karen Brusttolin (Grandes Encontros da MPB)
Ligia Rocha e Marco Pacheco (O Som e a Sílaba)
Ney Madeira e Dani Vidal (A Cor Púrpura)

Iluminação

Fran Barros (Lembro Todo Dia de Você)
Paulo César Medeiros (Despertar da Primavera)
Renato Machado (Meu Destino É Ser Star)
Rogério Wiltgen (A Cor Púrpura)
Wagner Freire (O Som e a Sílaba)

Visagismo

Cris Regis (Despertar da Primavera)
Diego Nardes (Nelson Gonçalves)
Fernando Torquatto (Merlin e Arthur)
Sergio Abajur (Peter Pan)
Wilson Eliodoro (O Som e a Sílaba)

Musical Centro-Oeste

Contos de Alcova (Companhia Goldoni – Brasília, DF)
Contra o Amor (Teatro do Instante – Brasília, DF)
O Rei do Show (Actus Produções – Brasília, DF)
Os Saltimbancos (Agrupação Teatral Amacaca – Brasília, DF)

Musical Nordeste

High School Musical (Oficina de Interpretação SLZ – São Luís, MA)
Rent (The Biz – Fortaleza, CE)
Sob o Céu de Orion (Poli Teatro Musical – Natal, RN)
Sonho de Uma Noite de Verão na Bahia (Coletivo4 – Salvador, BA)

Musical Norte

A Caixa Mágica do Natal (Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Governo do Amazonas – Manaus, AM)
Aladdin (Casa de Artes Tiago de Pinho – Belém, PA)
Cats (Casa de Artes Tiago de Pinho – Belém, PA)
Urinal (Dir. Matheus Sabbá – Manaus, AM)

Musical Sudeste

Além do Ar (Fund. Lia Maria Aguiar – Campos do Jordão, SP)
Madame Satã (Grupo dos Dez – Belo Horizonte, MG)
Webber (Faculdade de Música do Espírito Santo – Vitória, ES)

Musical Sul

Chicago (Projeto Broadway – Curitiba, PR)
Os Miseráveis Experience (Bublitz Academia de Musicais – Porto Alegre, RS)
Waitress (Projeto Broadway – Curitiba, PR)


Ao Som de Raul Seixas, Merlin e Arthur, um Sonho de Liberdade

14º PRÊMIO APTR – ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE TEATRO : INDICADOS 2019

A COR PÚRPURA - O MUSICAL / Com 11 indicações

No dia 14 de abril  acontecerá, no Teatro Prudential, Rio de Janeiro, a entrega do 14º PRÊMIO APTR (Associação de Produtores de Teatro) contemplando os espetáculos e os profissionais de maior destaque na cena teatral carioca no ano de 2019. Onde o ator Ney Latorraca, por seus 55 anos de trajetória artistica, será o grande homenageado desta edição.

E que traz, desta vez, suas primeiras indicações na mais nova categoria - Direção de Movimento. Incluindo-se, também, a Melhor Produção que será selecionada pelos associados da APTR.

Segue abaixo lista dos indicados em cada categoria. “A Cor Púrpura - O Musical” é o líder de indicações, com onze no total. Onde aparecem, ainda,  3 Maneiras de Tocar no Assunto com sete e, empatados com seis nomeações, As Crianças e Nastácia. 

O júri é formado por Bia Radunsky, Carmen Luz, Daniel Schenker, Lionel Fischer, Macksen Luiz, Maria Siman, Rafael Teixeira, Rodrigo Fonseca, Tania Brandão, Wagner Corrêa e o colegiado da APTR.

AUTOR

Adalberto Neto, por Oboró – Masculinidades Negras
Jéssika Menkel, por Cálculo Ilógico
Leonardo Netto, por 3 Maneiras de Tocar no Assunto
Pedro Brício, por Nastácia
Vinicius Calderoni e Gregório Duvivier , por Sísifo

DIREÇÃO

Fabiano de Freitas, por 3 Maneiras de Tocar no Assunto
Gabriel Vilella, por Estado de Sítio
Miwa Yanagizawa, por Nastácia
Rodrigo Portella, por As Crianças
Tadeu Aguiar, por A Cor Púrpura – O Musical

CENOGRAFIA

André Cortez, por Sísifo
Bia Junqueira, por Eu, Moby Dick
Natália Lana, por A Cor Púrpura – O Musical
Rodrigo Portella e Julia Deccache, por As Crianças
Ronaldo Fraga, por Nastácia

FIGURINO

Gabriel Vilella , por Estado de Sítio
João Pimenta, por Merlin e Arthur : Um Sonho de Liberdade
Ney Madeira e Dani Vidal, por A Cor Púrpura – O Musical
Ronaldo Fraga, por Nastácia
Wanderley Gomes, por Oboró – Masculinidades Negras

ILUMINAÇÃO

Anna Turra, Camila Schmidt e Rogério Velloso, por Merlin e Arthur : Um Sonho de Liberdade
Maneco Quinderé , por Angels in America
Paulo Cesar Medeiros, por As Crianças
Renato Machado, por 3 Maneiras de Tocar no Assunto
Rogério Wiltgen, por A Cor Púrpura - O Musical

MÚSICA

Alfredo Del-Penho e Beto Lemos, por Macunaíma - Uma Rapsódia Musical
Bea, por Meus Cabelos de Baobá
Cesar Lira e André Muato,  por Oboró - Masculinidades Negras
Rodrigo Marçal e Leonardo Netto, por 3 Maneiras de Tocar no Assunto
Tony Lucchesi, por A Cor Púrpura - O Musical

DIREÇAO DE MOVIMENTO

Amália Lima, por Macunaíma - Uma Rapsódia Musical
Marcia Rubin, por 3 Maneiras de Tocar no Assunto
Regina Miranda, por Romola e Nijinsky
Sueli Guerra, por A Cor Púrpura - O Musical
Valéria Monã, por Oboró - Masculinidades Negras

ATOR COADJUVANTE

Alan Rocha, por A Cor Púrpura - O Musical
Alfredo Del-Penho, por Macunaíma - Uma Rapsódia Musical
Chico Carvalho, por Estado de Sítio
Fábio Enriquez, Macunaíma - Uma Rapsódia Musical
Patrick Amstalden, por Merlin e Arthur: Um Sonho de Liberdade

ATRIZ COADJUVANTE

Claudia Ventura, por A Verdade
Flavia Santana, por A Cor Púrpura - O Musical
Kacau Gomes, por Merlin e Arthur: Um Sonho de Liberdade
Lilian Valeska, por A Cor Púrpura - O Musical
Patricia Selonk, por Angels in America

ATOR PROTAGONISTA

Gilberto Gawronski, por A Ira de Narciso
Kiko Mascarenhas, por Todas as Coisas Maravilhosas
Leonardo Netto, por 3 Maneiras de Tocar no Assunto
Mario Borges, por As Crianças
Thelmo Fernandes, por Diário do Farol - Uma Peça sobre a Maldade

ATRIZ PROTAGONISTA

Analu Prestes, por As Crianças
Debora Lamm, por A Ponte
Flávia Pyramo, por Nastácia
Jéssica Menkel, por Cálculo Ilógico
Letícia Soares, por A Cor Púrpura - O Musical

ESPETÁCULO

3 Maneiras de Tocar no Assunto
A Cor Púrpura - O Musical
As Crianças
Estado de Sítio
Nastácia

ESPECIAL

Elenco do espetáculo As Comadres
Movimento Teatro Negro do Rio de Janeiro
Marta Paret por Histórias Veladas - espetáculo em que atrizes interpretam suas próprias histórias, através de investigação do memorialismo feminino
Circo Crescer e Viver, pelos 10 anos de atuação na Praça XI


3 MANEIRAS DE TOCAR NO ASSUNTO/Com 7 Indicações

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